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É ser uma colher reveladora de sóis

Jun/2022 por Maria Pena, Diretora do Agrupamento



Conta-se que numa certa cidade as pessoas não tinham contacto com a luz. Uma colossal montanha tapava o sol, e as pessoas adoeceram por falta de LUZ. Ficaram raquíticas, perderam a vontade de comer. Passavam os dias a deambular pelas ruas lastimando a triste sina.

Enquanto uns se lamuriavam, num beco sombrio, passou uma senhora com uma colher na mão. E essa senhora movia-se com passos firmes e ágeis.
Estava escuro, mas ainda assim dava para ver as sombras, e as pessoas que conversavam na rua ficaram curiosas: quem está aí? O que leva a senhora na mão?

- Sou a “velha” e tenho uma colher.

- Uma colher? Para quê?

-Para cavar a montanha e dar espaço para o sol passar.

-Cavar a montanha? Haha! A senhora não acha que cavar essa descomunal montanha com uma colher é desperdício de tempo?

- Não, não acho, pois todos querem o sol de novo, e sei que com uma colher consigo cavar pelo menos um bocadinho da terra. Vou começar o trabalho... Alguém tem que começar. Alguém tem que começar!…-gritou a mulher.


A história da mulher com a colher é a narrativa da potência da micro revolução. Daqueles que começam, que assumem e afirmam o seu entusiasmo e agem.

Os problemas da Educação/Ensino no nosso país amontoam-se em vales e planícies tampam sóis. Agir perante este cenário é um movimento que urge. E cada vez mais encontramos mais experiências e propostas de educação que revelam o sol escondido. Que apostam, na inclusão, na autonomia, na criatividade, na construção coletiva.

A escola é uma organização híper complexa, na qual se cruzam múltiplas lógicas de ação e diferentes dimensões que influenciam os processos e os resultados escolares. Assim sendo, as dinâmicas de inovação pedagógica e melhoria das aprendizagens devem ser estudadas e interpretadas à luz de um modelo compósito e holístico que permita o cruzamento e a integração das diferentes dimensões que podem tornar possível (ou obstaculizar) essa mesma inovação.

A Escola José Maria dos Santos, escola sede do Agrupamento de Escolas José Maria dos Santos, não é uma escola de “má fama”, de “má reputação”. Não é uma escola “velha” e “feia”, com gritos, com brigas e sem alegria. É uma colher reveladora de sóis! Surge com o aceitar e o tratar cuidadoso de ideias e práticas que apontam outros caminhos para a educação. Caminhos que merecem mais atenção, capazes de influenciar a nossa ação mais e mais. Caminhos de paz, alegria. Sem gritos com música e cor. Jogos e livros. Jardins e amigos, conversas, conversinhas e conversetas … VIDA!
Alguém tem que começar.



Com entusiasmo,
A Diretora: Maria Pena


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