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DIA DA ESPIGA – QUINTA - FEIRA DE ASCENSÃO

Jun/2017 por Departamento de Ciências Sociais e Humanas - EMRC



40 DIAS DEPOIS DA PÁSCOA – ENTRE A TRADIÇÃO POPULAR E O RELIGIOSO PAGÃO

O Dia da Espigaé uma festividade ancestralmente consagrada à Mãe Natureza, dia em que os povos, com cantares e danças, celebravam o fim do Inverno e o início da Primavera, festejando assim o renascer da vida e a esperança nas novas colheitas.
A cristianização deste dia acrescentou-lhe um segundo significado: a Ascensão de Jesus ao Céu, 40 dias após a Páscoa - festividade que se mantém até aos dias de hoje, sendo celebrada sempre a uma Quinta-Feira.

Com um passeio matinal, os amigos, os vizinhos, as famílias juntavam-se em grupos e deslocavam-se aos campos matizados e perfumados para colherem espigas de vários cereais, flores campestres, raminhos de oliveira e de videira, para formar um ramo que depois se guardava “religiosamente” – o “ramo da espiga”. Colhiam-se também ervas que se punham a secar para depois se fazer chá, infusões e mezinhas.

Segundo a tradição, o ramo devia ser colocado por detrás da porta de entrada e só ser substituído por um novo no ano seguinte. Em dias de trovoada, também se costumava queimar parte desse ramo na lareira para afastar os trovões.

De forma a dar a importância devida aos elementos que compõem o ramo, segundo um ritual de fertilidade/abundância que varia de região para região, fica o registo da simbologia de cada um:

A espiga de trigo - pão
Malmequer - ouro e prata (fortuna)
Papoila - amor e vida
Oliveira - paz e azeite
Alecrim - saúde e força
Videira - alegria e vinho.

Diz o provérbio: “Se chover em quinta-feira da Ascensão, as pedrinhas darão pão.”


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